Segunda-feira, 13
Não podia ser verdade! Aquilo que me acabam de contar só pode ser uma invenção irreal de alguém que me quer ver mal. Mas ... afinal não era assim. Foi mesmo verdade! Tinhas sido tu mais uma das vítimas dos perigos das estradas portuguesas. Quando me estavam a dar notícia eu senti os olhos cheios, as lágrimas logo escorreram.
A viagem que fiz até Évora foi mais longa que alguma vez fizera. Cheguei ao hospital e já havia alguém lá para nos esperar. Ele já te tinha visto! Foi só longe, foi a ele que assustaram, foi ele quem teve todo o impacto, foi ele que nos acalmou! Agradeço-lhe! Passei muito tempo à espera que me deixassem ver-te, na sala de espera das urgências vi a notícia na internet, respondi às primeiras mensagens de apoio. Foram longas horas. Quando nos abriram a porta do sítio onde estavas, deitado numa maca, a mãe disse-nos para termos calma, que talvez fosse melhor não entrarmos. Sem sequer te ter visto comecei logo a chorar, foi muito duro! Acho que foi quando realmente me apercebi de que não era uma confusão, eras mesmo tu. Com a ajuda do enfermeiro, acalmei-me. Entrei depois da mãe, fazendo um esforço para segurar todas as lágrimas. Sofremos muito ao ver-te assim, estavas numa maca que movimentavam de um corredor para o seguinte como se não estivesses bem em lado nenhum. Tinhas a cara toda suja, golpes nos braços, ferros na perna. Passámos várias horas ao teu lado, para onde te levaram, levaram-nos a nós. Era tarde quando voltámos para casa. Chorei muito antes de me deitar, e depois, quando fechava os olhos, só te imaginava dentro daquele enorme camião. Como seria ver o outro a vir direito a ti? Como seria sentir aquele embate? Esperar pelos bombeiros? Senti-los a tirarem-te do meio das latas amolgadas? Como será aquela longa hora de pânico? Não dormi! Só pensei em ti e em como estarias naquele hospital.
No dia seguinte não foi tão mau, já tens uma cama para estares menos desconfortável, já tens pessoas simpáticas no teu quarto, já podemos estar mais tempo contigo, já estás mais limpo e menos ensanguentado. Não quer dizer que eu não chore ou que não pense em como terão sido todos os minutos daquele acidente; ainda penso em tudo isso, mas a vida tem de continuar! E eu prometo visitar-te todas noites! Prometo estar sempre a desejar que fiques melhor! Que corra tudo bem! Afinal, tu és o homem da minha vida!
A viagem que fiz até Évora foi mais longa que alguma vez fizera. Cheguei ao hospital e já havia alguém lá para nos esperar. Ele já te tinha visto! Foi só longe, foi a ele que assustaram, foi ele quem teve todo o impacto, foi ele que nos acalmou! Agradeço-lhe! Passei muito tempo à espera que me deixassem ver-te, na sala de espera das urgências vi a notícia na internet, respondi às primeiras mensagens de apoio. Foram longas horas. Quando nos abriram a porta do sítio onde estavas, deitado numa maca, a mãe disse-nos para termos calma, que talvez fosse melhor não entrarmos. Sem sequer te ter visto comecei logo a chorar, foi muito duro! Acho que foi quando realmente me apercebi de que não era uma confusão, eras mesmo tu. Com a ajuda do enfermeiro, acalmei-me. Entrei depois da mãe, fazendo um esforço para segurar todas as lágrimas. Sofremos muito ao ver-te assim, estavas numa maca que movimentavam de um corredor para o seguinte como se não estivesses bem em lado nenhum. Tinhas a cara toda suja, golpes nos braços, ferros na perna. Passámos várias horas ao teu lado, para onde te levaram, levaram-nos a nós. Era tarde quando voltámos para casa. Chorei muito antes de me deitar, e depois, quando fechava os olhos, só te imaginava dentro daquele enorme camião. Como seria ver o outro a vir direito a ti? Como seria sentir aquele embate? Esperar pelos bombeiros? Senti-los a tirarem-te do meio das latas amolgadas? Como será aquela longa hora de pânico? Não dormi! Só pensei em ti e em como estarias naquele hospital.
No dia seguinte não foi tão mau, já tens uma cama para estares menos desconfortável, já tens pessoas simpáticas no teu quarto, já podemos estar mais tempo contigo, já estás mais limpo e menos ensanguentado. Não quer dizer que eu não chore ou que não pense em como terão sido todos os minutos daquele acidente; ainda penso em tudo isso, mas a vida tem de continuar! E eu prometo visitar-te todas noites! Prometo estar sempre a desejar que fiques melhor! Que corra tudo bem! Afinal, tu és o homem da minha vida!

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